Álvaro Dias assegura que será construído o hospital municipal de Natal

Álvaro Dias assegura  que será construído o hospital municipal de Natal

Candidato à reeleição, o prefeito Álvaro Dias (PSDB), garante que, reconduzido, vai construir o hospital municipal com capacidade de atendimento ampliada e em terreno próprio. O local para a obra está escolhido. “Nós pretendemos construir o nosso próprio hospital. Vai ser feito ali em frente à UPA da Cidade Satélite. É um terreno grande, amplo, do município, bem localizado, porque fica no prolongamento da avenida Prudente de Morais”, afirmou o prefeito, na entrevista à rádio Jovem Pan News Natal. Álvaro Dias também respondeu sobre a atuação de sua gestão no combate à pandemia. Leia alguns dos principais trechos da entrevista. 

Candidato, vamos começar falando de pandemia, mais precisamente sobre ivermectina. Há uma certa controvérsia sobre o uso do medicamento e críticas pela distribuição feita nos últimos meses pela prefeitura de Natal. O senhor acredita que o uso foi decisivo para o controle do quadro da pandemia em nossa cidade?

Críticas injustas, Virgínia. A ivermectina é o medicamento que deu uma grande contribuição a Natal e até, eu diria, ao Estado porque ela ganhou os caminhos do interior também, foi tão divulgada na época pela coragem que tivemos em assumir e indicar sua utilização em Natal, mesmo tendo tido uma oposição ferrenha em pessoas que não acreditavam, mas foi o medicamento que deu uma grande contribuição para combater o coronavírus aqui. A ivermectina tem três efeitos que o coronavírus não resiste. Ela é viricida (mata o vírus), ela impede a replicação viral (impede a reprodução do vírus) e é imunomoduladora (fortalece as defesas do organismo). Se ela destrói o vírus, impede que ele se reproduza e fortalece as defesas do organismo então ele (Covid-19) não escapa. Então a ivermectina é o medicamento mais indicado para a profilaxia e utilização preventiva para evitar essa doença terrível.


Candidato, o senhor também tem em seu plano de governo a proposta de construir um hospital municipal. A gente sabe que Natal tem um hospital, mas, provavelmente o prédio não é de aquisição. Então queremos que o senhor explicasse como vai ser feita essa viabilização para a construção deste hospital com 240 leitos, inclusive com leitos de pediatria e cirurgia geral…

Como você disse nós temos um hospital municipal que funciona próximo à Maternidade Januário Cicco. Mas ele funciona em um prédio alugado, já antigo… nós pretendemos construir o nosso próprio hospital. Vai ser feito ali em frente à UPA da Cidade Satélite. É um terreno grande, amplo, do município, bem localizado porque fica no prolongamento da avenida Prudente de Morais… As pessoas podem dizer: ‘ah, mas é longe da zona Norte, de Mãe Luíza’… não tem problema. As pessoas que vão ser internadas neste novo Hospital Municipal que nós vamos fazer na nossa próxima gestão, elas não vão pra lá se consultar. Elas vão pra lá reguladas, encaminhadas…

Não será um hospital de portas abertas…

Isso, vai ser um hospital que vai receber os pacientes que serão encaminhados para lá oriundos, vamos dizer… em Mãe Luíza, tá lá no Posto de Saúde o médico atende um paciente com asma brônquica, com dificuldade para respirar e precisa de internamento. Então ele (médico) faz a medicação, faz o encaminhamento, então a pessoa lá de Mãe Luíza vai direto ao Hospital Municipal se internar. Então vai ser um hospital com mais de 200 leitos, com UTI neonatal, pediátrica, de adulto… todas as especialidades vão funcionar. É uma necessidade para o município. Nós temos o projeto pronto, demos entrada no Ministério da Saúde, falamos com o ministro. Temos o apoio de dois ministros potiguares que vão nos ajudar a liberar os recursos já que está tudo encaminhado e nós vamos fazer o novo Hospital Municipal aqui em Natal.


Já tem expectativa de custo, prefeito?

O custo é elevado. Vai ficar algo em torno de R$ 80/100 milhões. Isso pra nós é muito dinheiro, mas para o Governo Federal não é.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o custo de um paciente em UTI hoje é de cerca de R$ 3 mil/dia. Terminada a pandemia, o que o candidato pretende fazer para manter os 20 leitos existentes no Hospital de Campanha funcionando na rede municipal.

O Hospital de Campanha vai funcionar enquanto durar a pandemia aqui em Natal. Nós instalamos ele em tempo recorde, foi realmente uma ideia que tivemos e que foi muito bem sucedida, mesmo a despeito de muitos duvidarem, de muitos não acreditarem, mas nós compramos esta ideia, falamos com o presidente do TRT/RN sobre o prédio do Parque da Costeira, que estava em litígio, ía pro leilão ser vendido. A gente viu que esse litígio com a justiça estava chegando a um ponto final, corremos lá e mostramos ao presidente do TRT/RN a necessidade de instalar correndo um Hospital de Campanha. Na época, os pacientes estavam ficando parados na frente das UPAs, dentro das ambulâncias porque todas as UPAs estavam superlotadas, não cabiam mais gente e as pessoas estavam correndo risco de morrer nas calçadas se a gente não tomasse uma providência enérgica e necessária. O presidente do TRT se sensibilizou, nos repassou o hotel. Nós instalamos e, em 45 dias, estava funcionando o Hospital de Campanha. Aqui quero até fazer justiça ao presidente Boslonaro, repassou recursos da maneira que foi necessária para a gente instalar, comprar todo os equipamentos para um hospital com 100 leitos de enfermaria e 20 de UTI. Isso é um gasto significativo e se não fosse a ajuda do Governo Federal, não teríamos conseguido. Instalamos, estávamos funcionando. Quando acabar a pandemia, vamos desativar. Todos os equipamentos vão ser aproveitados pela rede municipal de Saúde do município, quando nós vamos relocalizar esses equipamentos. UTI vai pras UTIs municipais, equipamentos de hospital para os hospitais, tudo será aproveitado.

Será necessário a contratação de pessoal para operacionalizar estes leitos ou os quadros da prefeitura já são suficientes?

Nós fizemos contratos temporários. As pessoas que estão trabalhando no Hospital de Campanha são pessoas que foram contratadas pelo município através de um acordo que o secretário de saúde fez com o Ministério Público. Teve a concordância, a participação e nós contratamos pessoas através de contratos temporários. Quando não houver mais necessidades de que eles estejam prestando os serviços, o município pode rescindir esses contratados.

Candidato, no seu plano de governo consta a construção de 16 unidades de ensino (5 de ensino fundamental e 11 Centros Municipais de Educação Inifantil). Qual vai ser a estratégia do candidato para melhorar os índices da educação no Ideb?

Vamos investir para aumentar as vagas. Vamos construir novas escolas, vamos implantar programas inovadores, investir, por exemplo, num programa amplo de alfabetização no município, usando o método Paulo Freire. Importante a gente ressaltar que uma das preocupações que eu tenho é o número exagerado de analfabetos que temos aqui em Natal. Temos 8% da população analfabeta. Vamos continuar a investir pesado nesse programa para alfabetizar a população, para libertá-las da escravidão do analfabetismo. Porque se existe uma maneira de escravizar a população é deixá-la analfabeta, sem ter conhecimento, sem ter cultura, sem saber, através de uma leitura, decidir melhor seu destino, seu futuro, a sua forma de luta, a maneira de se comportar para melhorar de vida e contribuir para uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna. Então vamos investtir pesado na educação sob todos os aspectos. Vamos investir em escolas, em equipamentos, em programas inovadores para, tudo somado, poder melhorar os níveis educacionais do município. Tudo recentemente foi muito atrapalhado pela pandemia…


Com relação ao transporte público. É um nó histórico aqui em Natal a licitação. Quando ela poderá sair, candidato? 

É um problema antigo, um problema de transporte público que não foi criado por mim, mas nós temos a obrigação, como gestor público, de procurar resolver ou, pelo menos, amenizar. A licitação é uma forma de fazer que já melhore o transporte público aqui. A licitação estava encaminhada, ía ser feita e foi interrompida por causa da pandemia. Espero que logo essa situação se normalize e a gente possa dar continuidade e realizar.


Outro plano que ficou em stand-by, desta vez por uma decisão judicial, foi a revisão do Plano Diretor da cidade. A justiça pediu a suspensão da revisão que vinha acontecendo no início do segundo semestre. Qual sua expectativa para revisar Natal na sua estrutura urbana? 

A revisão do PDN não foi interrompida, ela foi questionada pelo Ministério Público depois de concluída. Eu diria que a revisão do PDN foi a mais ampla, a mais livre, a mais democrática e a mais transparente da história de Natal. As reuniões que discutiam os encaminhamentos de mudança do Plano Diretor eram transmitidas ao vivo pela internet. A gente criou um site específico para a revisão do PDN. A gente acatava e recebia propostas, sugestões, ideias para serem realizadas e recebemos milhares enviadas pela sociedade civil organizada. As reuniões eram transmitidas ao vivo, online, através desse site que criamos. E tudo foi votado e aprovado democraticamente nessas reuniões bastante participativas. Não tenho um dado de cabeça, mas foi uma participação que surpreendeu a todos nós e inclusive, acredito também, que o próprio MPRN deve ter ficado surpreso. Mas foi tudo decidido, tudo aprovado, está concluído e houve apenas alguns questionamentos jurídicos, por parte do MPRN, mas o parecer que me deu o procurador do município é que é uma questão que se resolve rapidamente, sem maiores problemas. E eu acho até bom esse questionamento ter surgido agora pois este não era um bom momento para mandar o plano para a Câmara. Só é o que está faltando é isso aí para a gente enviar para a Câmara Municipal. Como é período eleitoral, está todo mundo envolvido nas campanhas, se ele chegasse lá agora certamente não iria ser votado pelo próprio desenrolar dos acontecimentos e do momento atual que é de eleição.

No seu plano de governo o senhor fala em implantar obras de arte em engenharia de trânsito objetivando a resolução de conflitos nos cruzamentos da Alexandrino de Alencar com a Hermes da Fonseca e seria, na verdade, em cinco cruzamentos… como seria viabilizado essas obras?

Você está falando em outro problema crucial das cidade de Natal que é a mobilidade urbana. Quando a gente chega nas horas de grande movimento, você vê o congestionamento de veículos na Hermes, na Prudente, na Salgado Filho e nós pretendemos fazer um investimento para melhorar a mobilidade urbana. É um projeto interessante que é, por exemplo, você vai ali na Hermes da Fonseca, vai ali na Alexandrino de Alecrim, você faz um túnel. Ao invés de você parar ali naquele sinal, você faz um túnel e aí você não para. No cruzamento da Hermes da Fonseca com a Bernardo Vieira faz outro túnel e assim, através dos túneis, você vai progredindo, liberando o trânsito, evitando os sinais, os semáforos que é o que contribuem para esses congestionamentos nos momentos de grande fluxo de veículos. É um projeto interessante que vamos ter dificuldade apenas para liberar os recursos. Mas vamos bater nas portas do presidente Bolsonaro mais uma vez e dos ministros para que eles nos ajudem.

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