Conheça os maiores colégios eleitorais do país e o perfil do eleitorado brasileiro

Conheça os maiores colégios eleitorais do país e o perfil do eleitorado brasileiro

As Eleições Municipais de 2020 vão mobilizar milhões de brasileiros em 5.568 cidades. São quase 148 milhões de eleitores que poderão ir às urnas para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, numa disputa eleitoral digna da quarta maior democracia do mundo.

Em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Justiça Eleitoral adotou todas as medidas necessárias para garantir um processo eleitoral sem riscos à saúde do eleitor. E uma das recomendações é para que os eleitores evitem aglomerações, permanecendo nos locais de votação apenas o tempo suficiente para a identificação e a digitação do voto.

A orientação vale para todos os municípios, mas ganha ainda mais relevância nos grandes centros urbanos – cidades com mais de 200 mil eleitores e que abrigam os maiores colégios eleitorais do Brasil. Entre essas cidades, 28 estão no estado de São Paulo, incluindo a capital, maior cidade do país, onde há 8.986.687 eleitores.

No Rio de Janeiro, são dez municípios com mais de 200 mil eleitores, sendo a capital fluminense o segundo maior colégio eleitoral do país, com 4.851.887 votantes. Em Minas Gerais, são nove cidades, incluindo Belo Horizonte, terceiro maior colégio eleitoral, com 1.943.184 eleitores aptos a votar. Salvador (BA) é o quarto maior colégio, com 1.897.098 eleitores, seguido de Fortaleza (CE), com 1.821.382 eleitores.

Pernambuco tem seis cidades nessa situação, incluindo Recife, capital do estado, que conta com 1.157.324 eleitores. Paraná e Rio Grande do Sul contam com cinco cidades cada um, incluindo as capitais Curitiba (1.349.888 eleitores) e Porto Alegre (1.082.726 eleitores).

Capitais e não capitais

Das 26 capitais dos estados, 25 têm mais de 200 mil eleitores, à exceção de Palmas (TO), que contabiliza 180.524 votantes em 2020. Brasília (DF) possui 2.088.380 eleitores, mas não participa do pleito de 2020 por não haver eleição municipal na capital da República.

Entre as cidades que não são capitais, destaque para Guarulhos (SP), com 872.880; Campinas (SP), com 843.433; São Gonçalo (RJ), com 663.883; Duque de Caxias (RJ), com 658.000; São Bernardo do Campo (SP), com 620.181; Nova Iguaçu (RJ), com 586.985; Osasco (SP), com 567.361; Uberlândia (MG), com 486.550; Jaboatão dos Guararapes (PE), com 454.915; Contagem (MG), com 427.575; Juiz de Fora (MG), com 410.339; Joinville (SC), com 403.526; Feira de Santana (BA), com 400.549; Londrina (PR), com 376.073; Caxias do Sul (RS), com 333.696; e Ananindeua (PA), com 330.014 eleitores.

No pleito de 2012, 83 municípios possuíam mais de 200 mil eleitores. Nas Eleições Municipais de 2016, 92 se enquadravam nessa condição. Em 2020, mais três cidades alcançaram a marca: Ribeirão das Neves (MG), com 214.845 eleitores, Paulista (PE), 216.859 eleitores, e Petrolina (PE), com 210.359 eleitores, totalizando 95 cidades.

Regiões

A região Sudeste é a maior em número de eleitores, com 64.720.797, ou 42,99% dos aptos a votar. Em seguida vem a região Nordeste, onde há 40.654.818 eleitores (27,01% do total). O Sul conta com 14,47% dos eleitores, o que contabiliza 21.781.949 brasileiros. A região Norte tem 11.908.196 (7,91%) votantes. A região Centro-Oeste concentra o menor número de eleitores: 10.943.887 (7,27% do total).

Há 509.988 (0,33%) brasileiros aptos a votar no exterior, mas os eleitores que estão fora do país não votam em eleições municipais.

Gênero e nome social

A maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, que representam 52,49% do total, somando 77.649.569 eleitores. Os homens totalizam 70.228.457 eleitores, correspondendo a 47,48% do total.

De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, esse dado justifica as ações adotadas tanto pelo Congresso Nacional como pelo TSE e pelo Supremo Tribunal Federal no sentido de garantir o aumento do número de mulheres na política. Diversas ações foram adotadas nos últimos anos para garantir cotas de gênero para alcançar pelo menos 30% de candidaturas femininas, a fim de equilibrar o número de eleitoras ao número de representantes femininas em cargos eletivos.

Outros 40.457 eleitores não informaram o gênero ao qual se identificam, representando 0,03% do eleitorado brasileiro. Desde 2018 a Justiça Eleitoral passou a permitir o uso do nome social no título de eleitor e, nestas eleições, 9.985 pessoas utilizarão esse direito no documento.

Voto obrigatório e voto facultativo

Existem 133.377.663 eleitores para os quais o voto obrigatório; os outros 14.538.651 estão na categoria de eleitores para os quais o voto é facultativo. Na categoria do voto obrigatório, a maior parte está na faixa etária de 35 a 59 anos, sendo 67.011.670 no total. Já os eleitores jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, somam 19.040.756 cidadãos.

O eleitorado com voto facultativo apresenta uma curiosidade: existem 65.589 idosos com mais de 100 anos que estão com as obrigações eleitorais em dia e que poderão ir às urnas. Ainda sobre os eleitores que não são obrigados a votar, mas fazem questão de exercer a cidadania por meio do voto, estão 1.030.563 jovens entre 16 e 17 anos; 8.784.004 idosos entre 70 a 79 anos; e 4.658.495 idosos de 80 a 99 anos.

Grau de instrução

A maior parte do eleitorado brasileiro informou ter o ensino médio completo, sendo 37.681.635 (25,47%) nessa condição. Em seguida, outros 35.771.791 eleitores (24,18%) disseram ter o ensino fundamental incompleto. Já 22.900.434 (15,48%) declararam ter o ensino médio incompleto. Apenas 10,68% do eleitorado brasileiro, ou seja, 15.800.520, concluíram a graduação superior.

Eleitores com deficiência

Enquanto em 2016 os eleitores com deficiência eram 598.314, neste ano, 1.158.405 declararam necessitar de algum tipo de atendimento especial. Houve, portanto, uma evolução de mais de 93% de eleitores com deficiência que pretendem votar em 2020. É importante destacar que os dados consideram a declaração do cidadão no momento em que se registrou como eleitor, ou seja, não significa que houve um aumento no número de pessoas com deficiência no país.

Acesse as estatísticas eleitorais de 2020.

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