Coronel Azevedo (PSC) defende Guarda Municipal em pontos turísticos

Coronel Azevedo (PSC) defende Guarda Municipal em pontos turísticos

Candidato do PSC à Prefeitura de Natal, Coronel Azevedo afirma que a Guarda Municipal deve ter uma presença mais ampla na atuação para a segurança pública do município. Inicialmente, ele considera que esse ampliação pode ser mais efetiva nos pontos críticos e nos locais de atração turística. Durante a entrevista para a Rádio Jovem Pan News Natal, Coronel Azevedo defendeu também que seja adotado o modelo de escola cívico-militar para melhorar a qualidade do ensino na rede municipal. 

O senhor foi eleito deputado estadual pelo PSL e pouco tempo depois deixou a legenda e se filiou ao PSC, partido comandado pelo governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel que é adversário político do presidente Jair Bolsonaro. Acredita que o eleitor está conseguindo vincular o seu nome ao do presidente?Nós estamos na política para fazer a diferença. Fui eleito pelo PSL, juntamente com o presidente Bolsonaro. Hoje ele saiu está sem partido e continuará sem partido até a próxima eleição. Também sai do PSL, assim como ele. Naquela época escolhi o PSC, o partido cristão de direita, que faz parte da base de apoio do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Hoje somos nove deputados federais e um senador. E dizer que o presidente Bolsonaro deu uma entrevista específica sobre isso. Quem disser que eu estou apoiando candidato sem ter declarado está mentindo. Todos nós sempre apoiamos o presidente Bolsonaro. É só olhar nosso dia a dia, nossas redes sociais. Estamos divulgando as ações exitosas do presidente lá na Assembleia Legislativa, inclusive no ano passado propus o título de cidadão norte-rio-grandense ao presidente e esse ano repeti, porque ele é de fato nosso governador. Temos uma governadora que não está cumprindo seu papel. Então o Partido Social Cristão foi escrito por esta razão e foi o próprio. Se vocês fizerem uma pesquisa agora no Google vão descobrir que o próprio PSC foi atrás dessas investigações em relação ao governo no Rio de Janeiro. O deputado federal Otoni de Paula, que é, vamos dizer assim, da ‘tropa de choque’ de Bolsonaro, é um deputado federal do PSC e denunciou o governo do Rio tanto ao Ministério Público quanto a Polícia Federal. Então, nós do PSC, não somos uma seita. Por momento do impeachment agora do governo do Rio de Janeiro, lá existe quatro deputados estaduais do PSC, todos os quatros, 100% do PSC, votaram a favor do afastamento do governador. Então, estamos no PSC, um partido de direita, um partido cristão, da base de apoio do governo Bolsonaro, e assim continuaremos. Esse problema do Rio de Janeiro os cariocas terão de resolver, já estão resolvendo. E eu quero aqui parabenizar os nossos deputados do PSC do Rio, por terem adotado a postura que adotaram.  


Mas o senhor acredita que o eleitor está vinculando a sua imagem com a do presidente Bolsonaro?

Eu tenho uma história de vida na Polícia Militar. Fui operador de segurança pública por 31 anos. Comandei a Polícia Militar e teve um momento de decidir se continuava um operador, um técnico obediente, ou deixava o cargo para através da política buscar novos serviços públicos. É a nossa história de vida, o nosso dia a dia, que vai dizer se somos apoiadores ou não. Eu defendo, até estava aqui brincando antes de começar a entrevista, se votaria em Trump se pudesse ou não. Sim, votaria. Eu creio nos princípios e valores cristãos Deus, pátria e família e assim continuarei crendo independentemente das circunstâncias, das coisas que aconteçam no resto do país. Esse foi o meu projeto que apresentei em 2018. E continuo defendendo diariamente na minha vida política. 


O senhor é oriundo da Polícia Militar, comandou a PM e o foco na segurança está no seu plano de governo. Também a ampliação da atuação da Guarda Municipal. Como o senhor pretende viabilizar essa estruturação da Guarda Municipal? Está prevista alguma ampliação do quadro de pessoal e como viabilizar isso?

Nossa mola mestre da economia é o turismo. E nós não haveremos de ter um turismo como tivemos no passado… No governo Wilma, por exemplo, nós tínhamos vinte e dois voos charters semanais e, hoje, de Micarla pra cá, houve um desmantelo na cidade. Natal se desmantelou após o governo Micarla. Hoje nós estamos assistindo o consórcio que opera o aeroporto devolver o aeroporto. Então, para que o turismo volte a ser eficaz e tenha desenvolvimento, precisamos de segurança. A Constituição Federal prevê um papel para as Guardas Municipais, tanto é que os governos municipais têm secretarias de segurança pública. Temos um candidato que já foi secretário de segurança pública no governo Micarla. Então, nós queremos ampliar a Guarda Municipal com concurso público, ampliar com tecnologia oferecendo mais áreas protegidas com câmeras de segurança e implantar a “Operação Delegada”, que já existe em outras cidades do país, que é trazer policiais civis e militares para operar juntamente com a Guarda Municipal e ampliar a presença dos operadores de segurança nas ruas. Criar cinturões de segurança, inicialmente, nos pontos de interesse turístico, nos bairros que têm o maior índice de criminalidade e nos espaços públicos. O natalense não pode mais sair nas ruas, todo mundo tem medo de ser assaltado, de levarem seu celular, sua bolsa, sua bicicleta… Então, vamos inicialmente, nesses pontos críticos e pontos de turístico, colocar a Guarda Municipal e mais tecnologia, conectadas às câmeras de trânsito que não conectadas com o Ciosp, e com essa ‘Operação Delegada’ garantir a segurança e depois ampliar essas áreas até que se alcance todos os bairros de Natal. Esse é o nosso projeto. 


Esse projeto não confronta com a própria missão que tem hoje a Polícia Militar?

 Não, de maneira nenhuma. Tanto é que, assim como falei no início, a Constituição Federal prevê as competências dos entes governamentais. E o governo federal, através do Ministério da Justiça, cada vez mais repassa recursos, A Guarda Municipal de Natal recebeu, o governo de Natal recebeu… 

Na Copa do Mundo de 2014 principalmente…

É, e no dia a dia. O governo Bolsonaro agora ampliou mais, com duas portarias em dezembro do ano passado. Ampliou as possibilidades do uso de recurso público do Ministério da Justiça para as Guardas Municipais.

 Mas isso não para o custeio de salários… Seria para a estruturação?

Antes só podia investimento, só para a compra de armas e viaturas. Agora pode fazer uso no custeio, na reforma de locais… Sim, podemos, com a modificação das duas portarias de dezembro, fazer uso para custeio desses recursos públicos. Então, queremos buscar, perante o governo Bolsonaro, esses recursos. O governo Bolsonaro tem agido de maneira indistinta em relação a cor partidária. O Rio Grande do Norte tem recebido muitos recursos para a área de segurança pública. Está aí as entregas que a governadora faz acompanhada do secretário nacional de Segurança Pública e dos representantes do governo federal. E queremos sim buscar o apoio do governo federal para ajudar na segurança pública de Natal. 


O senhor tem também uma proposta com relação à educação, sobre a ampliação das escolas cívico-militares aqui em Natal? Queria que o senhor discorresse um pouco sobre isso e falasse também em como vai ser essa viabilização, pois, na verdade, é um projeto que pretende fazer metade das escolas de Natal serem cívicos-militares. Como fazer com que isso ocorra?Quem depende de escola pública em Natal sabe que o seu filho não está aprendendo. Infelizmente, Natal tem o pior ensino fundamental do Brasil entre as capitais e isso é inadmissível. Como vamos preparar cidadãos para o mercado de trabalho, para competirem com outras pessoas, com aqueles que vem da escola privada, se o ensino público é o pior que existe? Isso vai continuar assim? Quem vai decidir é o cidadão dia 15 de novembro. Se vai continuar tendo uma gestão que levou Natal a essa condição de ser o pior ensino do Brasil, ou não. E as escolas cívico-militares são um modelo exitoso. As escolas militares já existem há mais de um século no país. No Rio de Janeiro, tem há mais de cem anos. E o que é o modelo cívico-militar? É um modelo híbrido. Por exemplo, lá em Goiás, em Anápolis, escolas que estavam altamente degradadas há mais de trinta anos, com alta evasão escolar, alta repetência, com domínio do tráfico de drogas nas áreas onde as escolas estavam, foram entregues à Polícia Militar, que colocou ordem e disciplina. Os militares não vão dar aulas, não vão fazer português, história, matemática, não. Vão colocar ordem e disciplina. Melhorar o ambiente arquitetônico da escola, da segurança, pintar… o governo do Estado (no caso de lá em Anápolis) foi a Polícia Militar quem fez, entrou com equipamentos… E a Polícia Militar fez atividades extracurriculares como ordem unida, que é marchar, sinais de respeito, cultuar os valores pátrios, primeiros socorros, defesa pessoal, música e fez o ensino integral em duas jornadas. A partir daí, as escolas que tinham alta evasão e alta repetência foram as escolas mais procuradas. E hoje, no Brasil todo, os regressos desse modelo cívico-militar são campeões nacionais do Ideb. Então, inicialmente tínhamos colocado metade das escolas, depois modificamos, nosso plano de governo é um plano aberto que foi construído a muitas mãos e continuará sendo ao longo da gestão, agora são vinte escolas cívico-militares ao longo dos quatro anos. Nós demos várias entrevistas e publicamos nas nossas redes sociais. Nós vamos fazer a partir das piores, das que contribuem para que tenham esses piores índices. Queremos retirar as inscrições de siglas de facções de dentro das escolas e ganhar a guerra contra o tráfico. Além disso, nosso fundamental vem das creches, da pré-escola. Está aí, é um sorteio de vagas para creche no governo atual, isso é um absurdo. Vamos utilizar, a exemplo que já se pratica em outras capitais, o ‘vale-creche’, a pessoa que não foi contemplada com a vaga na creche pública vai dispor do ‘vale-creche’ para escolher uma creche e colocar o seu filho. Não podemos continuar com esse sorteio que é vexatório e é imoral. 


Candidato, uma outra proposta que está em seu plano de governo prevê um auxílio permanente para Natal nesses moldes do auxílio emergencial que está sendo pago pelo governo federal. Queria saber quanto vai custar o projeto e de onde virão os recursos?

O que seria de nós, do Brasil, se não fosse o auxílio emergencial do governo Bolsonaro? Em épocas passadas nós víamos, no período de seca, quantas pessoas ocupavam os cruzamentos, os sinais, desesperados por sobrevivência. Por conta do auxílio emergencial mais de vinte por cento das pessoas saíram momentaneamente da situação de estarem abaixo da linha da pobreza, e esse auxílio vai se acabar. Ainda assim Natal tem mais de 70 mil pessoas que estão nesta condição. E nós vamos criar e encaminhar o projeto, e a casa legislativa, a vista do enxugamento que nós vamos fazer com recursos de pessoal, sobretudo com a redução de cargos comissionados e despesas com terceirizados também, é um absurdo o que se gasta hoje, estivemos na reunião do Movimento Articulado Contra a Corrupção e ficou patente isso de que existe hoje em Natal um enorme gasto com cargos comissionados e com terceirizados. Então com o enxugamento da máquina pública, nós vamos investir no auxílio social permanente. Nos quatro anos de gestão não queremos continuar como está hoje. Existe uma Natal maquiada, uma Natal de fantasia que é colocado na TV em excessiva exposição pelo atual candidato e atual prefeito. Estive ontem no Bairro Nordeste, uma pessoa disse “Coronel, eu votei no senhor e vou votar de novo, mas eu confesso ao senhor que quando fico na TV assistindo o programa do prefeito dá vontade de votar nele, mas quando eu saio na rua de noite com medo de ser assaltado, vejo a falta de calçamento, vejo que quem precisa de escola pública não tem, falta iluminação, tenho que madrugar nas filas para tirar exame e consulta eu digo: não vou votar em Álvaro. Vou votar no senhor porque eu quero mudança, não quero continuar como está neste desmantelo”. Então, existe uma Natal de fantasia, que é exposta nos veículos de comunicação pela excessiva exposição, pelo tempo de TV e tudo que o prefeito tem, e existe uma Natal real, de desmantelo gerencial e de desmantelo governamental. É isso que nos desafia, é esse cenário que nós vamos enfrentar e mudar Natal.

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