‘Implantaremos dois hospitais veterinários públicos’, diz Fernando Freitas à Rádio Jovem Pan News Natal

‘Implantaremos  dois hospitais veterinários  públicos’, diz Fernando Freitas à Rádio Jovem Pan News Natal

O candidato a prefeito de Natal pelo PC do B, Fernando Freitas, tem a proposta de construção de dois hospitais veterinários públicos para atendimento dos animais de estimação das família que não tenham renda suficiente para pagar assistência veterinária. “Vamos criar e implantar dois hospitais veterinários públicos. Um no bairro do Planalto, já estamos inclusive vendo uma área bacana para fazer a implantação e outro na Zona Norte. Esse ainda não definimos a localização”, disse Fernando Freitas, durante a entrevista que concedeu à rádio Jovem Pan News Natal.

O PC do B sempre teve um alinhamento ideológico com a esquerda, incluindo partidos como o PT. Em muitos casos essas legendas estiveram juntas apoiando candidatos não só aqui, mas em todo o país. Eu queria que o senhor falasse um pouco sobre a diferença entre esses partidos, como é que eles se diferenciam?

Eu acho que nós temos uma postura e isso foi muito fortalecido agora com a criação do Movimento 65, uma postura de frente ampla. Eu acho que o que diferencia muito o PC do B dos outros partidos de esquerda é, exatamente, isso. Nós pensamos que a política deve ser feita com amplitude, criando pontes, alianças programáticas. Acho que é em função disso que a gente criou o Movimento 65. Entrei há pouco tempo, sou filiado recente ao partido, a primeira candidatura, inclusive, não só a prefeito, nunca fui candidato anteriormente. Fiz política sindical, movimento estudantil no tempo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e estou muito feliz de estar participando dessas eleições e desse debate. Discutimos muito a nossa cidade durante a pandemia, durante a pré-campanha. Fizemos um trabalho de mobilização de diversos segmentos da cidade para debater nossos problemas e fazer um plano de governo de forma coletiva e apresentar propostas concretas para a nossa cidade. É assim que a gente está se conduzindo, sem radicalismo, sem pirotecnia, sem exageros, sem agressões, mas com muita proposta bacana. Inclusive baseada na minha experiência.


Ainda sobre essa questão ideológica, o senhor se considera comunista? O senhor defende o controle estatal sobre a economia?

É uma pergunta muito tranquila para responder. Não sou comunista. Não debati em nenhum momento dentro do partido a ideologia. Volto a dizer, entrei pela porta larga do Movimento 65. A partir do início desse ano, ele criou essa porta larga, deixou de lado todo o debate sobre ideologia, comunismo, socialismo e chamou para dentro do partido pessoas que tenham o pensamento democrata. Eu sou um democrata, adoro a liberdade de expressão, a liberdade de organização, as eleições livres. Apostamos muito na nossa capacidade empreendedorismo e a gente tem muita liberdade de atuar dentro do partido através do Movimento 65.


O senhor no seu programa eleitoral tem focado muito na proposta de criação de um hospital veterinário. Queria que o explicasse um pouco como vai ser viabilizado e por qual motivo isso se tornou uma bandeira da sua campanha.

Olha, as pessoas gostam de animais. Muitas famílias, jovens, mulheres, crianças convivem diariamente com seus animais de estimação, gatos, cachorros, diversos tipo de animais. E não são só as pessoas que têm condição de pagar um médico veterinário caso tenha a necessidade de cuidar do animal. Então, nós vamos cumprir, sim, uma legislação já existente. Vamos criar e implantar dois hospitais veterinários públicos. Um no bairro do Planalto, já estamos inclusive vendo uma área bacana para fazer a implantação e outro na Zona Norte. Esse ainda não definimos a localização. Mas esse é o objetivo, dar cuidados aos animais de pessoas de baixa renda e também para gente fazer de forma mais sistemática e mais programada o controle de castração dos animais de rua, cuidar também dos animais de rua, isso tem que ser feito. Hoje é feito por pessoas militantes e ativistas dessa área. Nós vamos inclusive continuar fortalecendo esses movimentos espontâneos. 

No plano de governo, encontramos uma das propostas que é o adensamento em torno do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, estimulando a instalação de empresas que possam se beneficiar da carga aérea. Por que essa proposta em um município que não é o que o senhor vai administrar caso eleito? 

O gestor público, o prefeito de Natal, tem que ter uma visão metropolitana. Nós vivemos em uma região metropolitana, com um milhão e meio de pessoas, seis municípios pelos menos. Não existe diferença mais, Natal já está totalmente ligada a Extremoz, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante… E nós precisamos ter essa visão metropolitana. Foi de propósito essa situação, provocativa mesmo, porque a gente precisa estar, todo mundo, todos os prefeitos… A classe política da região metropolitana vai ser convocada, sim, para elaborar um plano de retomada do crescimento econômico da região metropolitana de Natal. E um dos vetores para impulsionar essa economia é o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. O aeroporto foi criado com uma perspectiva de ser de passageiros para atender ao turismo de nossa cidade, mas também de carga. A gente tem que resgatar definitivamente essa possibilidade de aqui se tornar uma entrada e saída de mercadorias a serem exportadas. Nós não desistimos ainda do sonho e esse é um sonho antigo de diversos políticos daqui do Rio Grande do Norte, de termos uma zona de exportação.

No caso esses tributos ficariam para São Gonçalo não é candidato?

O imposto direto lá na região, mas aí nós estaríamos fortalecendo a economia como um todo. Os impostos viriam também para Natal na parte de serviço, na parte de incremento do turismo, na parte de circulação de mercadoria… Natal fornece muita mercadoria para São Gonçalo do Amarante. Volto a dizer, é conturbado, a gente não pode pensar mais em Natal isoladamente. A gente vai fazer esse debate não só com relação a questão econômica, vamos chamar conferências regionais, metropolitanas, para discutir mobilidade urbana, segurança pública, para avançar, tanto do ponto de vista do desenvolvimento econômico, mas também do desenvolvimento social da nossa região metropolitana de Natal.

Candidato, com relação à habitação, o senhor tem no seu programa de governo a criação de três cartões. Cartão Reforma, Cartão Moradia e Cartão Casa Legal. Queria que o senhor explicasse como seria essa proposta e de onde viriam os recursos de financiamento. 

Eu adoro a parte de habitação. Fui subsecretário do governo de Wilma lá atrás. Nós fizemos o programa Casa da Gente e tinha lá o programa ‘Cheque Reforma’. Hoje ninguém usa mais cheque. Por isso que a gente está modernizando e trazendo o nome Cartão Reforma. Trabalho social primeiro, com o trabalho de técnicos em edificações, visitando as famílias de baixa renda, levantando os serviços mais urgentes para melhorar a moradia. E nós vamos destinar dois mil reais para a compra de materiais de construção. A comunidade em mutirão vai fazer o esforço da aplicação desses produtos e a gente vai ter, sim, uma moradia mais digna para as famílias de baixa renda da nossa periferia. Esse é o Cartão Reforma.

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